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O tempo mítico e a visionária Comunidade Pasárgada


PAS CMWTH

PAS CMWTH

Na terça-feira passada, dia 18, cinco estadistas deram sonoras pancadas na modorra do movimento micronacional, com a Comunidade Pasárgada de Nações (CPN) – Pasargadan Commonwealth.

Existem micronacionalistas que vivem em um tempo meramente histórico. A atividade, para eles, não passa de uma sucessão de momentos mais ou menos isolados, conectados por uma vazia linearidade temporal. Assim, vivenciam a existência da micronação e deles mesmos como uma fotografia — um instantâneo capturado do fluxo de mensagens e números. Claro, com essa forma de vivenciar, eles são tomados amiúde por uma ansiedade beirando o pânico, quando, de repente, zás, se aplaca na micronação a falta de mensagens e de números.

Klee - Angel

Paul Klee - "Angel"

A memória circunscreve-se à percepção de um momento ativo ou inativo. Lutam, portanto, contra um vento cósmico que lhes cruza o micronacionalismo, varrendo-os continuamente da história. Como uma invasão de tártaros destroçando com as suas hordas a civilização frágil do tempo. O anjo de Klee aterrorizado diante das ruínas do passado acumulando-se até o céu, enquanto um furacão o repele violentamente, de costas, para o futuro.

No oposto do tempo linear e superficial, subsiste o tempo mítico do micronacional. Somente a experiência e o desprendimento por viver do outro lado do hábito produzem as condições para a atividade e força profundas que, com virtude, movem o mundico. Ao galgar a compreensão mítica, acontecimentos fotográficos minimizam em relevância, os fatos efêmeros esfumaçam-se e a suave tranqüilidade acomete o micronacionalista diante de crises, desistências e inatividades. Uma micronação por assim dizer construída em seus mitos é dotada de uma espinha inquebrantável, imunizada à ossada diante dessas mazelas passageiras e históricas.

O engenheiro de micronações é sobretudo um fomentador de mitos — no sentido metafísico e não epistemológico. O criador de mitos no seu sentido absoluto é o profeta. O criador de mitos na metáfora dos fatos é o poeta. Em segunda ordem, os bardos, os rapsodistas, os humoristas. Quem anuncia os mitos que precisamos, enfim, são os visionários.

É um erro postular etapas históricas. Toda a história da Lusofonia e do movimento existem paralelamente e no mesmo instante. Qual? Este, agora. Neste sentido, o lançamento do chandon no e-groups, o cisma da velha PC, o Prêmio Aruaque, a Virada Pasárgada, a Comunidade Lusófona, as 200 edições do Tribuna Popular, os 600 novatos de Reunião, todos os multitudinários eventos dos 13 anos de micronacionalismo lusófono na Internet, tudo isso coincide ao mesmo tempo com o que vivemos. É de uma vertigem melancólica, e depois a calma para agir com a serenidade de quem viveu e compreendeu o motor do micronacionalismo.

Paul Klee - Visionary

Paul Klee - "Visionary"

Esse tempo mítico, alcançado pelos que desvelam a verdade oculta (e esquecida) do micronacionalismo, tornando-se visionários, foi apreendido e desenvolvido pelos que se recusam a apoiar-se na circunstância, a vender argumentos rasos, a fiar-se no abstrato de valores importados, a fechar-se em seu eu-querido vaidoso para quem toda a história pós-si-mesmo resume-se a uma meta-narrativa da decadência da antiga civilização. O que não significa que os visionários optem por ser anacrônicos. De fato, é o próprio tempo micronacional que mostra o seu avesso, e por onde transitam aqueles que não sucumbem à linearidade vazia da história.

Chove e troveja e as micronações, como bambuzais, se contorcem ante as lufadas inclementes do futuro. É desse outro tempo, à margem da superfície da atividade quotidiana, onde se escreve a obra da “Commonwealth“, de PAS e RE, de um “micronacionalismo lato sensu”, enfim, de uma vivência total do nosso brilhante pequeno formidável mundo.

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Entrevista com Rodrigo Mariano


Rodrigo Mariano, diarca de Esparta, estadista diretamente envolvido na fundação da Comunidade Pasárgada de Nações, veterano da Lusofonia, vem demonstrando uma maturidade ímpar graças a um crescente aprendizado na arte micronacional, qualificando-se como um dos mais comedidos e sábios líderes de todos os tempos deste setor lingüístico. Brinda-nos com uma entrevista sobre suas percepções acerca da política interna e externa de PAS e também comenta o burburinho ao redor de sua possível candidatura a Chanceler, daqui a dois meses.

TRIBUNA POPULAR: Rodrigo, é um prazer entrevistá-lo pela primeira vez pelo jornal. Mariano, conte aos leitores um pouco sobre a experiência de Esparta, que completou o seu primeiro aniversário este mês.

RODRIGO MARIANO: Esparta foi fundada há um ano, como resultado prático de um projeto mais antigo. Comecei a colocar as idéias no papel quando ainda era cidadão do Sacro Império de Reunião. Por lá, fui Vice-Rei de Mauritius por 4 anos.Em dado momento, a força do nacionalismo mauritano era muito grande e a relação com o império se deteriorou. Parte dos mauritanos foram expulsos ou se afastaram depois de pesadas acusações de traição. Esparta já estava plenamente concebida e deixei o império para fundar a polis.

De lá para cá, construímos Esparta como sempre achei que deveria ser: Nada foi outorgado por mim ou por qualquer outra pessoa. À medida que iam aparecendo as demandas, nasciam os poderes, costumes e leis. Cada detalhe era decidido através de voto direto de todos os envolvidos. Assim, Esparta passou por sua fase tribal e evoluiu até o que somos hoje: uma nação consciente do seu lugar relevante no cenário micronacional.

TRIBUNA POPULAR: O que significa o “casamento” entre o projeto pasárgado e o projeto esparciata de micronacionalismo? E qual a contribuição de Esparta ao movimento micronacional?

RODRIGO MARIANO: Durante a fase final de concepção do projeto Esparta, eu estava em Pasárgada. Precisava ver de perto como funcionava uma verdadeira democracia micronacional, e não havia melhor campo de estudos que a Comunidade Livre. Quando começaram as negociações entre Esparta e Pasárgada, vi a fusão dos projetos como parte de um caminho natural a ser seguido pela polis em sua evolução.

Os que tentaram me dissuadir da assinatura do Pacto de Atena definitivamente não enxergavam – talvez ainda não consigam enxergar – o que é Pasárgada de fato. Em Esparta, costumo dizer que a palavra “anexação” não serve para definir a entrada da polis na Comunidade Livre.

Tradicionalmente, anexações significam a perda de qualquer controle por parte da nação sobre seus bens, sua cultura, suas leis, seus direitos. Anexações micronacionais se resumem à soma de mais um território e à entrada de diversos novos cidadãos de uma só vez, aumentando a mão de obra no Estado que “engole” o outro.

Esparta não foi anexada. Esparta continua com a propriedade de suas listas e sites, nossas especificidades culturais não só são respeitadas, como também incentivadas. A experiência política e social dos esparciatas aumentou em quantidade e qualidade. Em alguns dias, com a aprovação do Ato de Instituição da Comunidade Pasárgada das Nações, Esparta voltará ao cenário da política externa e das relações diplomáticas.

TRIBUNA POPULAR: Na semana passada, foi anunciado por cinco estadistas da Lusofonia, entre eles você, o lançamento da Comunidade Pasárgada de Nações. Por que você aderiu à iniciativa e o que ela representa?

RODRIGO MARIANO: Embora Pasárgada tenha nascido depois de outras micronações, chega à maturidade antes das demais. A CPN é o reflexo dessa maturidade. A iniciativa inaugura oficialmente um tempo de nacionalidades livres reunidas sob a regulação de um Estado. Um tempo de micronacionalistas que optam por lidar de forma ativa com a realidade trazida pelo pós-modernismo, enquanto a lusofonia segue ignorando os novos paradigmas de propriedade na era das trocas digitais, de pertencimento na era de um mundo conectado. Pasárgada escolhe deixar para trás o lugar daqueles que sofrem os efeitos das mudanças. Pasárgada dá um passo à frente e age ativamente ao invés de se acomodar em apenas reagir.

Para Esparta, as mudanças trazidas pela CPN são um marco histórico. Retornamos ao cenário internacional, atuando diretamente nos rumos da lusofonia, fazendo ouvir a nossa voz e levando a experiência micronacional espartana para além das fronteiras pasárgadas.

TRIBUNA POPULAR: Existem críticas de alguns pasárgados, amplificadas por um jornal estrangeiro, o Lusophonia, de que a nova “Commonwealth” é expressão do imperalismo pasárgado. A acusação é similar ao que ocorreu no passado, com a Comunidade Lusófona, que associou Pasárgada, Mallorca e Avalon. Você, como líder de nação que participa dela, não se sente atingido, como se as nações tivessem “sucumbido” a uma força invasora?

RODRIGO MARIANO: Não me sinto atingido. Ainda não encontrei nenhum argumento que me convencesse de que estamos construindo um “imperialismo pasárgado”. Até o momento, todas as ações e adesões da CPN foram legais e visavam apenas o estabelecimento de um micronacionalismo ativo, maturo e sem medo do futuro. Estou, no entanto, aberto ao diálogo. Se for do interesse de alguém me convencer de que a iniciativa é danosa ao micronacionalismo pasárgado, estou à disposição. Todas as minhas manifestações públicas a favor da nova Comonwealth pasárgada foram para tentar esclarecer a questão para os que não a entendem e, justamente por isso, se opõem a ela.

TRIBUNA POPULAR: O assunto mais polêmico da política externa pasárgada é sem dúvida a nova Porto Claro, seja a face de influência modelista-reuniã, Porto Claro Ocidental, seja o projeto realista-pasárgado, Porto Claro Oriental. Cá entre nós, o que materialmente, em termos efetivos, podem fazer os que se opõem, como, notoriamente, você?

RODRIGO MARIANO: Todo pasárgado que se opõe a seja lá o que for pode e deve lutar. Como cada um exerce sua cidadania é uma escolha pessoal. Não faço parte de nenhum grupo organizado com o objetivo de impedir o envolvimento direto de Pasárgada com o que acredito ser a apropriação criminosa da cultura e história de outra nação, mas a formação de tais grupos é uma das várias possíveis formas de lutar. Outra, mais óbvia em um Estado democrático, é a candidatura ao Parlamento ou à Chancelaria, uma vez que são esses os palcos centrais nessa questão e nas decisões que ditam os rumos de Pasárgada.

Há aqueles que ocupam um patamar não oficial, mas extremamente poderoso, de formadores de opinião. No micronacionalismo, esse poder – que, macronacionalmente, em âmbito nacional, costuma ser da imprensa – é de alguns líderes carismáticos nos quais as pessoas confiam e cujas opiniões são profundamente importantes. Esses só precisam abrir algumas janelas de MSN para que qualquer iniciativa, ética ou não, tenham mais ou menos chance de prosperar.

Fato é que, pessoalmente, quando algo me incomoda muito – e atos que passam por cima dos mais basais valores éticos são um exemplo disso –, não costumo pensar apenas nos resultados práticos, nos termos efetivos. A batalha por si só já é uma vitória apenas por ser lutada. Tenho certeza que o rei Leônidas de Esparta não pensou no que efetivamente a oposição de 300 homens poderia fazer contra um exército de milhares. Ele não deixou de lutar por causa disso.

TRIBUNA POPULAR: Qual a sua avaliação geral do Chanceler André Cyranka? Este jornal soube de algumas opiniões isoladas de que estaria se formando um grupo pró-Mariano para o próximo pleito a chefe de estado, que ocorrerá em fim de outubro.

Cyanka é um homem extremamente competente. Divergir de sua postura em relação à pseudo Porto Claro não me cega em relação ao trabalho que vem realizando na Chancelaria Comunitária.

Nesse momento, não é minha pretensão concorrer ao cargo de Chanceler ou a qualquer outro cago em âmbito comunitário. Sigo dedicando 100% do meu tempo para o Trono de Esparta. A existência de um grupo pró-Mariano para o pleito é ao mesmo tempo uma surpresa e uma satisfação. Fico lisonjeado por saber que há quem enxergue em mim o conjunto de virtudes necessárias para ocupar cargo tão relevante, mesmo estando em Pasárgada há tão pouco tempo.

TRIBUNA POPULAR: Agradeço o tempo despendido e a atenção, abrindo para comentários finais. Muito obrigado.

RODRIGO MARIANO: Agradeço a oportunidade de me fazer ouvir e levar um pouco de Esparta na minha fala para toda Pasárgada e onde mais o Tribuna chegar. Gostaria de colocar à disposição os meus contatos para que aqueles que desejarem conversar sobre a entrevista, ou sobre qualquer outro assunto, possam chegar diretamente até mim. Meu MSN é guinhomariano@hotmail.com e meu email pessoal é ro.mariano@gmail.com. Em uma nação de muitas nações, por um micronacionalismo ético e maturo, saudações espartanas a todos.

Realizada via e-mail em 22 de agosto de 2009.

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PO Siqueira em rota de colisão


cyrankasiqueira

O Primeiro-Orador de Pasárgada, José Paulo de Siqueira Guida, tradicional dirigente da Coração Pasárgado, entrou em rota de colisão contra a Chancelaria Comunitária e também membros de sua Casa.

O presidente parlamentar encabeça campanha que visa a exigir que todos os tratados assinados pela Comunidade Livre sejam submetidos ao crivo do parlamento e somente sejam ratificados após a aprovação por maioria dos oradores. O PO baseia-se nos arts. 14 e 20 da Constituição, que conferem ao parlamento a prerrogativa de aprovar tratados. Partidário da proposta é o ministro da economia, Yuri Ghenov, que se recusa a publicar tratados no Diário Oficial Comunitário (DOC) sem a chancela parlamentar.

O início da polêmica deu-se com o anúncio da assinatura de vários tratados na hispanofonia e na anglofonia. Graças à grande atividade das vice-chancelarias hispanófona (Igor Franco Ravasco e Fábio Racoski) e anglófona (Bruno Cava, Ygor Lazaro e Daniel Bocjzuk), no último mês Pasárgada estreitou laços com Gnostopia, Titania, Reino de Buenos Aires, Finismund, Apiya, St.Charlie, Lavalon e SPQR. Todavia, os tratados não foram publicados no DOC, motivo que levou a Chancelaria a fazê-lo por si própria na Lista Comunitária.

O PO pediu um posicionamento oficial ao Chanceler, mas este tem se esquivado de polemizar com o usualmente ácido Siqueira. Tampouco encaminhou qualquer um dos tratados à casa de soberania popular. Então, Siqueira mudou a tática, propondo uma moção que lhe autorize a impetrar o remédio constitucional chamado “ação de inconstitucionalidade”. Uma ação de inconstitucionalidade tem por objetivo desconstituir uma norma em vigor, quando ela afronta a norma maior, que é a carta magna de um país. Segundo Siqueira, por não receberem aval do Parlamento, todos os tratados devem ser declarados inconstitucionais, até que o chanceler conforme-se em apresentá-los em plenário, para a avaliação dos oradores.

O próprio Primeiro-Ministro José Luiz Borrás manifestou-se contrário à moção, declarando que “para haver a necessidade de ratificação por esta Casa, haveria de ter COMPROMISSOS tais como tranferência de tecnologia ou conhecimentos, ou ainda, compromissos envolvendo liberação de acesso irrestrito a listas ou política de apoio em orgãos inter-micronacionais” (fonte).

No entanto, quem assumiu a defesa da Chancelaria foi Bruno Cava, orador e também vice-chanceler para a anglofonia, “núcleo-duro” da gestão de André Cyranka. Segundo Cava, face ao princípio da unidade, nenhum artigo constitucional deve ser analisado isoladamente, pois a Constituição compõe-se de um todo harmônico em que os dispositivos devem ser interpretados conjuntamente e sem hierarquia entre eles. Assim, seria preciso atentar para o art. 20 da Constituição, que elenca expressamente os casos em que a aprovação parlamentar é indispensável. São eles: tratados de aliança, que impliquem teor legal ao obrigar cidadãos e aqueles “estritamente políticos“. Como a Constituição fala em “estritamente” — e não meramente políticos, porque aí seriam todos, já que todos são atos da política externa — tratar-se-ia de tratados especiais, de predominante ou mesmo exclusivo conteúdo político, envolvendo alianças, ententes, blocos.

Os tratados em questão, por outro lado, são (singelos) acordos de reconhecimento e declaração de intenções, sem conteúdo de aliança de segurança ou formação de blocos coesos. No passado, Pasárgada subscreveu cerca de meia centena de documentos similares, sem a aprovação parlamentar, precisamente sob o manto do art. 20 da carta.

O PO, muito descontente com a evolução do assunto, encaminhou mensagem ao plenário e à Praça Pública reclamando da omissão dos demais pares e de supostos interesses eleitoreiros da chancelaria. Praticamente foi de encontro, também, de modo cáustico, ao orador de Cenit e ao premiê — ambos os políticos de sua própria Casa e antigos correligionários. Em outros períodos históricos, numa determinação que poderia ser interpretada por irascibilidade, Siqueira também confrontou aliados para firmar as suas posições, mas cujo final na ocasião fora a sua insustentabilidade política e conseqüente queda. A política, afinal, faz-se também com a mobilização dos cidadãos

O Jornal Tribuna Popular torce para que a polêmica ao redor da constitucionalidade dos tratados chegue à esfera do tribunal constitucional de Pasárgada, isto é, o Conselho de Togados. Não há alternativa política à esta solução, haja vista que, pelo menos dois pasárgados de destaque, simplesmente não acatam o atual (e historicamente costumeiro) modus operandi da Chancelaria Comunitária.

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Um ano de Esparta


esparta

Em 6 de agosto de 2008, Rodrigo Mariano, Henrique “Falange” Diógenes e Bianka deram início a mais um projeto micronacional na Lusofonia. Foi anunciada a Diarquia Democrática de Esparta. Em um primeiro momento, era plausível acreditar que se trata de _ainda_ mais uma tentativa de emplacar uma micronação. Em um cenário de dispersão das energias e esfriamento geral do movimento micronacional, por várias razões, a maioria poderia acreditar que, inevitavelmente, Esparta estaria fadada ao (usual) fracasso. O obituário micronacional é vasto.

Brasão Oficial

Brasão Oficial

Nada mais distante da realidade. Esparta atravessou o teste do primeiro ano (o primeiro de muitos). A proposta inicial, modelista, trata-se de incorporar os valores da antiga pólis de Esparta, da Antigüidade Helênica, sob um prisma da defesa da democracia e da virtude combativa. Embalado pelo sucesso do thriller “300″, o projeto adotou a inovação do Ning e afiliou-se ao Socioculturalismo protagonizado pelos micropatriólogos Carlos Goes e Filipe Sales.

O lance de mestre do rei Rodrigo Mariano foi a adesão à Comunidade Livre de Pasárgada, reunindo energias e filiando-se a uma proposta tradicional e de primeira grandeza do movimento micronacional. Acolhida como quinto cantão, ao lado de Cenit, Sloborskaia, Icária e Efaté, Esparta desenvolveu-se de modo estável, ainda que paulatino.

Estruturada, Esparta conseguiu atrair micronacionalistas de qualidade, como Douglas Silva, o veterano Daniel Bojczuk, a carismática (e sobretudo bela) Kehsia Lorhana, o jornalista Leonardo Gomes e o próprio Sales, que se uniu ao empreendimento este ano.

Votante na OML

Votante na OML

A integração foi absoluta. Bojczuk e Falange são dirigentes da Coração Pasárgado, Oradores e membros eminentes do Governo “Pulsando por Pasárgada” / José Luiz Borrás. Kehsia é a porta-voz comunitária. Gomes ficou famoso por sua atualização diligente da Agência Espartana de Notícias, a AGESNO (também em WordPress!)— que o Tribuna Popular promove e recomenda.

Membro do ITM

Membro do ITM

A micronação uniu-se ao Principado de Efaté para fundar o Instituto de Tradições Monárquicas. Ademais, reafirmando o caráter também monárquico da Comunidade Livre, a Diarquia foi admitida, novamente de braços dados com Efaté, junto à Organização das Micromonarquias Lusófonas (OML), como pleno membro votante.

Por fim, no primeiro aniversário, o Rei Mariano anunciou o novíssimo visual do site oficial da Diarquia, com seus típicos templos e ordens militares. Um trabalho de qualidade, esteticamente apurado, de fazer inveja a muitos projetos do mundico. Para fechar com chave de ouro, “Sparta” também ganhou a sua própria página nas wikis anglófona (MicroWiki) e européia (MNeu), com direito a aparecer na ‘List of Micronations‘.

Fica o mistério: e o segundo rei (ou rainha), quem será?

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Entrevista com Rafael Cruz


pascine

Nesta semana, o Jornal Tribuna Popular entrevistou um dos mais produtivos micronacionalistas pasárgados. Rafael Cruz, atual ministro da cultura e da educação, cidadão da Comunidade desde 2005, o seu nome sempre esteve associado a iniciativas culturais, tais como as primeiras rádios pasárgada e cenitense. Político que opera pelas margens da “política dura”, participou de vários governos dentro de uma visão global de micronação que aposta no desenvolvimento cultural como seu mais duradouro alicerce.

TRIBUNA POPULAR: Boa tarde, Rafael. Obrigado por conceder esta entrevista ao Tribuna. Você é o atual ministro da cultura de Pasárgada. Em que consiste essa função?

RAFAEL CRUZ: Boa tarde, Bruno. É uma honra ser entrevistado por este conceituado jornal. Esta é a minha primeira entrevista ao tribuna e confesso que estou emocionado. O Ministério da Educação e Cultura (MEC) tem como objetivo alavancar as atividades educacionais e culturais de Pasárgada. A minha função nesta gestão é organizar um grupo de colaboradores e juntos tocarmos diversos projetos que planejamos para o governo do Primeiro-Ministro José Borrás. Alguns, inclusive, já estão saindo do papel.

TRIBUNA POPULAR: O PasCinema foi lançado nesta semana. Até que ponto é possível pensarmos em um cinema micronacional ou “micronacionalizado”?

RAFAEL CRUZ: O PasCinema é um projeto pioneiro em Pasárgada e, se não estou enganado, em todo o micronacionalismo. A ideia central é exibir filmes que serão trocados todo mês por outros títulos. A exibição é online. A pessoa acessa o site do PasCinema, verifica os filmes que estão em cartaz e clica no botão pra assistir. A exibição é na hora. Não tem que baixar nada. Tudo online. Ao final do filme a pessoa ainda pode deixar a sua opinião sobre o que acabou de assistir. A partir do momento que criamos um canal de exibição de filmes, fomentamos a ideia de uma produção local. Neste sentido, o MEC irá trabalhar para que pasárgados tenham plenas condições de realizarem os seus filmes. Seriam os primeiros filmes  micronacionais, haja vista que ele seria concebido e exibido neste meio. Acredito que os primeiros filmes tenham forte influência da temática macronacional, mas com a evolução deste pensamento cinematográfico em Pasárgada, em conjunto com as orientações do MEC, vejo que podemos pensar na produção de filmes sob temática micronacional e daí teríamos a primeira escola cinematográfica genuinamente micronacional. Ideia ambiciosa, porém não fantasiosa.

TRIBUNA POPULAR: A República de St.Charlie, uma micronação formada por italianos e ingleses, mantém uma televisão estatal, usando mídias da web 2.0. Você acha viável a implantação disso em PAS?

RAFAEL CRUZ: Gostaria de saber mais sobre esta televisão antes de emitir uma opinião oficial, mas a princípio não me parece ser uma ideia impossível Para pasárgada. Hoje a internet (neste ambiente 2.0) nos oferece muitas ferramentas poderosas e gratuitas, ou com baixo custo, o que fornece as condições par aum planejamento sério de implantação deste tipo de iniciativa. Resta-nos saber de onde vem a produção desta TV. Em nosso caso, acredito que demos um importante passo com a criação do PasCinema, pois agora Pasárgada está voltada para as possibilidades da realização audiovisual e vamos mostrar que é perfeitamente possível que a produção deste tipo de midia aconteça. E isso pode nos levar, naturalmente, à produções de programas, shows e outras categorias de produção webtelevisiva.  Daí teremos a nossa TV em Pasárgada.  É questão de tempo e adaptação dos cidadãos pasárgados à nova possiblidade que o MEC está colocando em evidencia neste momento para que estas coisas aconteçam.

TRIBUNA POPULAR: Rafael, muitas micronações lusófonas têm uma ênfase muito grande na política, especialmente partidária, como Reunião. Mas PAS sempre se diferenciou por ser uma micronação original, não-modelista, que inventou a sua cultura de modo inteiramente autêntico. Qual a importância da cultura na construção de uma micronação?

RAFAEL CRUZ: A cultura é a responsável pelo sucesso ou fracasso de uma micronação. Digo isso porque uma nação com uma cultura cambaleante, sem propósito, não-original etc não atrai o interesse de novos cidadãos e desmotiva os que lá já se encontram. Neste sentido, é certo que essa nação não se sustentará por muito tempo. E sabemos que o tempo micronacional é bastante diferente do tempo macronacional. Por isso é importante que todo governo sério dê condições para que o MEC se desenvolva em sua plenitude. Que acredite do ministro e toda a sua equipe e que participe ativamente dos projetos lançados pelo MEC. De nada adianta ideias sem participação popular. E em matéria de apoio, o nosso governo, sob a figura de Borrás, Silvia e do super eficaz ministro Daniel Bojczuk, estão de parabéns.

TRIBUNA POPULAR: Pode dar alguns exemplos como a cultura ajudou a construir Pasárgada como micronação de primeira grandeza?

RAFAEL CRUZ: Podemos falar da tradicional imprensa pasárgada. Não é tradicional à toa. Históricamente sempre produzimos excelentes periódicos, que ficaram conhecidos em toda a lusofonia por sua credibilidade, assiduidade e de excelente conteúdo. O Tribuna Popular é nosso maior exemplo. O cantão de Cenit, que é o único cantão pasárgado que desde a sua fundação é bilingue. isso abre novos horizontes para a comunicação e conhecimento desses cidadãos.  A presença de grandes pensadores, que discutem os conceitos do micronacionalismo a todo instante nesta história pasárgada, o que leva a uma constante reflexão sobre a nossa condição como cidadão. As atividades regionais como a Corrida de Chocobos, as rádios, as equipes de futebol… Tudo isso reforça a nossa identidade e eleva a imagem de pasárgada para um patamar cada vez mais inalcançável pelas demais nações da lusofonia.

TRIBUNA POPULAR: Qual a diferença da cultura numa micronação eminentemente realista, como Pasárgada, e noutra modelista, exemplo: Reunião?

RAFAEL CRUZ: A diferença básica e simples, no meu entendimento, é que numa nação realista a cultura é muito mais autêntica, atuante e desafiadora (exatamente por de tratar de algo original), do que numa nação modelista, onde os conceitos já são conhecidos e apenas replicados. Sem querer fazer julgamento do que é melhor ou pior para uma nação, mas a diferença entre esses dois “modelos de micronação” é evidente.

TRIBUNA POPULAR: A título de antecipação, o que os pasárgados podem esperar nos próximos meses para a cultura micronacional?

Retrato de Cruz

Rafael Cruz, MEC PAS

RAFAEL CRUZ: Muita atividade. Porém faço um apelo para que todos conheçam os projetos do MEC e que de alguma forma participe deles. temos atividades diversificadas, justamente para atender a maior parte das preferências da sociedade. Então certamente algo irá interessar para vocês. Já lançamos a Editora Nacional e o PasCinema. Em breve estarão sendo lançados o primeiro livro comunitário de Pasárgada, novas rádios, cursos na UniCM e outras atividades vinculadas a estes projetos. Não podemos esquecer da inciativa brilhante de Bruno Cava de estruturar as Wikis micronacionais, em diversos idiomas, para que a nossa nação possa ser conhecida, entendida e jamais esquecida. O MEC realmente está atento aos trabalhos de Cava e muito feliz com a evolução dos seus trabalhos.

TRIBUNA POPULAR: Obrigado, mas me diga, que editora é essa? Quem está trabalhando e qual o projeto?

RAFAEL CRUZ: A Editora está sendo capitaneada pela simpática e comprometida Andreza Aparecida Streitenberger. Inicialmente nosso foco está em centralizar o registro de todas as obras literárias de Pasárgada num único lugar e usá-lo pra promovê-las, assim como para incentivar a produção de novas obras micronacionais através de orientações da própria editora. Em paralelo a isso, está sendo levantada a hipótese de se criar um novo braço na editora. Um braço de serviços, onde ela funcionaria também para trabalhos de revisão, editoração etc. Isso numa possível parceria com o banco EcoTrocas e profissionais do ramo. Mas as discussões estão no início ainda.

TRIBUNA POPULAR: Ministro, muito obrigado pela contribuição. Tenho a convicção de que o segundo semestre será consagrado a uma atividade mais produtiva no campo da cultura. Mais do que eventos, é de uma política cultural permanente que Pasárgada precisa. Abro para as suas considerações finais.

RAFAEL CRUZ: Eu é agradeço pela

oportunidadede falar sobre os projetos culturais que planejamos para Pasárgada. A ideia é justamente essa: Projetos de longo prazo. Quando fiz o planejamento, tomei este cuidado de pensar numa estrutura que se estenda após a minha saída do cargo de ministro. Pra finalizar, gostaria de agradecer algumas pessoas que tem me ajudado a pensar nos caminhos a trilhar nesta jornada: Primeiro-Ministro José Borrás, por sua seriedade, compromisso e sentatez com Pasárgada e seus cidadãos. Tem me orientado bastante.  Yuri Ghenov, pelas suas orientações. Sempre bastante diplomático e respeitoso. Ministro da Infra-Estrutura Daniel Bojczuk, por sua sempre solicitude e eficácia nos pedidos do MEC.  À Coordenadora Andreza, pela sua simpatia e paciência comigo. Sempre muito competente e comprometida. Secretário-geral Anderson Paiva, pela sua experiência, ótimas ideias e intensa participação em projetos culturais. Senescal de Cenit Fábio Rascoski pela experiênca e sempre boa vontade nos tratos com o MEC. Reitor McMillian Hunt, que pra mim é um sujeito único, dotado de sabedoria, inteligência e um inestimável conhecimento cultural. Suas trocas de ideias com o MEC são essenciais para o meu crescimento como cidadão micronacional. Orador Bruno Cava, que cada vez se mostra ser o melhor orador de Cenit de todos os tempos. Suas contribuições ao MEC são incontáveis e de inestimável valor.

Realizada por MSN das 13 às 14:15 de sábado, 8 de agosto de 2009. Publicada na íntegra.

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O Renascimento Pasárgado-Reunião


O micronacionalista que chegar à Lusofonia agora não acreditaria que, há apenas um ano, vivíamos nas sombras e ruínas. Muito diferente daquela época trevosa, atualmente conta-se mais de cem micronacionalistas lusófonos em atividade; distribuídos em instituições, culturas e infraestruturas, que se reestruturam a olhos vistos. Duas micronações se podem claramente identificar como potências, em matéria de desenvolvimento e população: Pasárgada e Reunião.

As duas, juntas, respondem por três quartos (3/4) da Lusofonia.

O segundo semestre de 2008 teve em Pasárgada o começo de um movimento entusiasmado que iria, meses depois, contaminar Reunião e o restante de nosso setor. Os governos de Felipe Aron, de junho de 2008 a abril de 2009, produziram um enorme salto quantitativo, em razão de um trabalho sistemático e industrioso de mobilização da Comunidade Livre — cuja massa latente é a segunda da Lusofonia.

O segredo do sucesso deveu-se à campanha missionária do Ministério de Estado, comandado por André Cyranka, aliado a um zelo extraordinário pela infraestrutura (Renan Halphen) e pela alimentação de um sistema político maduro e funcional (contribuições dos socioculturalistas Filipe Sales e Carlos Goes). A partir da Coração Pasárgado, a Casa mais tradicional e vibrante da Comunidade, um núcleo de pasargadistas reconstruiu dos escombros uma micronação novamente preparada para enfrentar a crise permanente do micronacionalismo.

Outra chave do sucesso foi a ativação integral do emblemático sistema pasárgado de democracia, que extrai da dupla dimensão das Casas e dos Cantões a sua singularidade e beleza.

Em 2008, o Cantão de Cenit renasceu num movimento vigoroso intitulado “Revolução Aristocrática“, cuja maior marca é a célebre “Semana Cenitense“, com participações decisivas de enxadrista Rafael Cruz, do poeta peruano Mauricio Villacrez, do Bardo de Pasárgada Fábio Racoski, de Miguel Sobrinho e do incansável Anderson Paiva.

A República Socialista de Sloborskaia, em manobra de estadista, reincorporou-se ao seio de Pasárgada em setembro, ocupando o lugar do inativo Inverness, unificando forças para mais aventuras e desventuras,  nas mãos da Slokíssima Juliana Benedetti, da circunspecta Andresa Cortês, de Henderson, Ghenov, Wagner Arthur, Soutello, Bruna, Thiago e tantos outros sloborskaios que engrandeceram o movimento. Efaté viu o retorno do filho pródigo, Vítor de Bourg, o novo príncipe. E Icária tornou-se o lar de McMillan Hunt e José Luiz Borrás.

De inestimável valor, a união da Diarquia de Esparta como quinto cantão, outra manobra de verdadeiros próceres, negociada desde o fim de 2008 e concluída em março de 2009. A iniciativa conjugou os esforços tão carentes do mundico e granjeou a todos o convívio de pessoas de alto nível como Rodrigo Mariano, Henrique Falange, Kehsia Lorhana, o trabalhador Daniel Bocjzuk, Leonardo Gomes da AGESNO e outros.

Um autêntico risorgimento, inacreditável, que ativou todas as instituições e cantões, animando a vida partidária, cultural e social da Comunidade Livre de Pasárgada. Pôs fim à “idade das trevas” pós-figueirista e transformou uma micronação antes em suspenso numa potência de 60 cidadãos integralmente ativos, feito atingido por apenas meia-dúzia (ou menos) de projetos em tantos anos de micronacionalismo internauta. A virada do ano prenunciou uma era dourada, em 2009, que não deixaria nada a dever aos melhores tempos do micronacionalismo pasárgado.

Se Pasárgada foi a primeira a ativar-se, o virtuosismo alcançaria o Império de Reunião. O retorno de Cláudio de Castro e outros reuniãos de valor acionaram um turbilhão de otimismo e produção inéditos. Em muito potencializado pelos investimentos maciços do milionário excêntrico, o Império beneficiou-se com propagandas na Superinteressante, Revista Tio Patinhas e Aventuras na História. Toneladas de novatos desembocaram em enxurrada às portas da maior monarquia do mundo micronacional. Webdesigners literalmente profissionais, numismática, passaportes encomendados de Holywood, compra generalizada de domínios e outras realizações surpreendentes alavancaram Reunião ao seu período máximo de esplendor e efervescência.

Enquanto isso, Pasárgada igualmente floresceu com base na estrutura reconstruída no ano anterior. O pluralismo político irrompeu com a cisão entre Coração Pasárgado (CorPas) e Aliança Federalista (AFP). O Parlamento voltou à carga com oradores engajados, atualmente liderado pelo experiente (e amiúde crítico) José Paulo Siqueira. Micronacionalistas de primeira qualidade aderiram e abraçaram o projeto pasárgado, como Bruno Crasnek e Elton Sanders; ou então regressaram renovados, como Henrique Rabelo, Ygor Lazaro, Bruno Lamenha, Daniel Caires e Thiago Arantes. Uma nova geração de talentos formou-se numa agitada e frondosa Pasárgada: Silvia Soares, Andreza Streitenberger, Michelle Fransan, João Azevedo etc. Até mesmo o Conselho de Togados, há anos encabeçado por Leonardo Fernandes, uma instituição cronicamente com deficiências, ganhou um segundo togado e muito em breve auferirá um terceiro. A Provedoria de Justiça foi efetivamente restaurada e a Universidade Comunitária (UniCM) reassumida com o fôlego das épocas áureas de Marisa Kazama.

Tudo isso legitimou Pasárgada a, novamente, dar as cartas ao micronacionalismo lusófono, quiçá mundial. A substituição do (eterno) Chanceler Igor Ravasco por André Cyranka, em maio, foi o divisor de águas. Significou a transição de uma diplomacia ravasquiana, em que a cautela é a tônica, para uma diplomacia por assim dizer mais maquiavélica — precisamente por isso mesmo adequada aos tempos do Renascimento. Maquiavel foi um grande defensor das liberdades do povo, como mostra a leitura mais detida de suas obras luminares. Da mesma forma, contra a moral da inatividade, na defesa do micronacionalismo progressista e empolgante, Cyranka iniciou um avanço em múltiplas frentes. As ações que Pasárgada vem concertando-se com Reunião são expressões audaciosas dessa situação histórica em que ambas puseram-se na altura de seus méritos. As duas potências reuniram, não sem esforços árduos e obsessivos, as condições para definir a Nova Ordem da Lusofonia, como bloco que serve de ponta-de-lança deste setor em todos os âmbitos do movimento micronacional planetário. E é isto que elas vêm conduzindo com grande sabedoria, por sinal.

No segundo semestre de 2009, o micronacionalismo contém desafios e tensões constantes para todos os homens engajados no desenvolvimento e na atividade, superando antigas concepções que viam na política micronacional um espaço de estabilidade ou ideais abstratos. Estas, não passam de ranço de quem perdeu o trem da história e quer pautar um drama de que não mais participa como protagonista, viúvas de um passado que não volta mais. Oxalá!

A época pede uma política ousada que opere com as situações concretas. As histórias contemporâneas das micronações eminentes — Pasárgada e Reunião, neste longínquo setor — poderiam causar uma sensação difusa de instabilidade e imoralidade. Isso é normal na história do homem em momentos como este… é como se tudo estivesse dentro de um caldeirão de onde qualquer coisa poderia emergir. E assim é. E aí reside a beleza de nosso tempo. Um estado de espírito com elementos revolucionários, em que a AÇÃO constitui-se prioridade e realidade.

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