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Entrevista com Rafael Cruz


pascine

Nesta semana, o Jornal Tribuna Popular entrevistou um dos mais produtivos micronacionalistas pasárgados. Rafael Cruz, atual ministro da cultura e da educação, cidadão da Comunidade desde 2005, o seu nome sempre esteve associado a iniciativas culturais, tais como as primeiras rádios pasárgada e cenitense. Político que opera pelas margens da “política dura”, participou de vários governos dentro de uma visão global de micronação que aposta no desenvolvimento cultural como seu mais duradouro alicerce.

TRIBUNA POPULAR: Boa tarde, Rafael. Obrigado por conceder esta entrevista ao Tribuna. Você é o atual ministro da cultura de Pasárgada. Em que consiste essa função?

RAFAEL CRUZ: Boa tarde, Bruno. É uma honra ser entrevistado por este conceituado jornal. Esta é a minha primeira entrevista ao tribuna e confesso que estou emocionado. O Ministério da Educação e Cultura (MEC) tem como objetivo alavancar as atividades educacionais e culturais de Pasárgada. A minha função nesta gestão é organizar um grupo de colaboradores e juntos tocarmos diversos projetos que planejamos para o governo do Primeiro-Ministro José Borrás. Alguns, inclusive, já estão saindo do papel.

TRIBUNA POPULAR: O PasCinema foi lançado nesta semana. Até que ponto é possível pensarmos em um cinema micronacional ou “micronacionalizado”?

RAFAEL CRUZ: O PasCinema é um projeto pioneiro em Pasárgada e, se não estou enganado, em todo o micronacionalismo. A ideia central é exibir filmes que serão trocados todo mês por outros títulos. A exibição é online. A pessoa acessa o site do PasCinema, verifica os filmes que estão em cartaz e clica no botão pra assistir. A exibição é na hora. Não tem que baixar nada. Tudo online. Ao final do filme a pessoa ainda pode deixar a sua opinião sobre o que acabou de assistir. A partir do momento que criamos um canal de exibição de filmes, fomentamos a ideia de uma produção local. Neste sentido, o MEC irá trabalhar para que pasárgados tenham plenas condições de realizarem os seus filmes. Seriam os primeiros filmes  micronacionais, haja vista que ele seria concebido e exibido neste meio. Acredito que os primeiros filmes tenham forte influência da temática macronacional, mas com a evolução deste pensamento cinematográfico em Pasárgada, em conjunto com as orientações do MEC, vejo que podemos pensar na produção de filmes sob temática micronacional e daí teríamos a primeira escola cinematográfica genuinamente micronacional. Ideia ambiciosa, porém não fantasiosa.

TRIBUNA POPULAR: A República de St.Charlie, uma micronação formada por italianos e ingleses, mantém uma televisão estatal, usando mídias da web 2.0. Você acha viável a implantação disso em PAS?

RAFAEL CRUZ: Gostaria de saber mais sobre esta televisão antes de emitir uma opinião oficial, mas a princípio não me parece ser uma ideia impossível Para pasárgada. Hoje a internet (neste ambiente 2.0) nos oferece muitas ferramentas poderosas e gratuitas, ou com baixo custo, o que fornece as condições par aum planejamento sério de implantação deste tipo de iniciativa. Resta-nos saber de onde vem a produção desta TV. Em nosso caso, acredito que demos um importante passo com a criação do PasCinema, pois agora Pasárgada está voltada para as possibilidades da realização audiovisual e vamos mostrar que é perfeitamente possível que a produção deste tipo de midia aconteça. E isso pode nos levar, naturalmente, à produções de programas, shows e outras categorias de produção webtelevisiva.  Daí teremos a nossa TV em Pasárgada.  É questão de tempo e adaptação dos cidadãos pasárgados à nova possiblidade que o MEC está colocando em evidencia neste momento para que estas coisas aconteçam.

TRIBUNA POPULAR: Rafael, muitas micronações lusófonas têm uma ênfase muito grande na política, especialmente partidária, como Reunião. Mas PAS sempre se diferenciou por ser uma micronação original, não-modelista, que inventou a sua cultura de modo inteiramente autêntico. Qual a importância da cultura na construção de uma micronação?

RAFAEL CRUZ: A cultura é a responsável pelo sucesso ou fracasso de uma micronação. Digo isso porque uma nação com uma cultura cambaleante, sem propósito, não-original etc não atrai o interesse de novos cidadãos e desmotiva os que lá já se encontram. Neste sentido, é certo que essa nação não se sustentará por muito tempo. E sabemos que o tempo micronacional é bastante diferente do tempo macronacional. Por isso é importante que todo governo sério dê condições para que o MEC se desenvolva em sua plenitude. Que acredite do ministro e toda a sua equipe e que participe ativamente dos projetos lançados pelo MEC. De nada adianta ideias sem participação popular. E em matéria de apoio, o nosso governo, sob a figura de Borrás, Silvia e do super eficaz ministro Daniel Bojczuk, estão de parabéns.

TRIBUNA POPULAR: Pode dar alguns exemplos como a cultura ajudou a construir Pasárgada como micronação de primeira grandeza?

RAFAEL CRUZ: Podemos falar da tradicional imprensa pasárgada. Não é tradicional à toa. Históricamente sempre produzimos excelentes periódicos, que ficaram conhecidos em toda a lusofonia por sua credibilidade, assiduidade e de excelente conteúdo. O Tribuna Popular é nosso maior exemplo. O cantão de Cenit, que é o único cantão pasárgado que desde a sua fundação é bilingue. isso abre novos horizontes para a comunicação e conhecimento desses cidadãos.  A presença de grandes pensadores, que discutem os conceitos do micronacionalismo a todo instante nesta história pasárgada, o que leva a uma constante reflexão sobre a nossa condição como cidadão. As atividades regionais como a Corrida de Chocobos, as rádios, as equipes de futebol… Tudo isso reforça a nossa identidade e eleva a imagem de pasárgada para um patamar cada vez mais inalcançável pelas demais nações da lusofonia.

TRIBUNA POPULAR: Qual a diferença da cultura numa micronação eminentemente realista, como Pasárgada, e noutra modelista, exemplo: Reunião?

RAFAEL CRUZ: A diferença básica e simples, no meu entendimento, é que numa nação realista a cultura é muito mais autêntica, atuante e desafiadora (exatamente por de tratar de algo original), do que numa nação modelista, onde os conceitos já são conhecidos e apenas replicados. Sem querer fazer julgamento do que é melhor ou pior para uma nação, mas a diferença entre esses dois “modelos de micronação” é evidente.

TRIBUNA POPULAR: A título de antecipação, o que os pasárgados podem esperar nos próximos meses para a cultura micronacional?

Retrato de Cruz

Rafael Cruz, MEC PAS

RAFAEL CRUZ: Muita atividade. Porém faço um apelo para que todos conheçam os projetos do MEC e que de alguma forma participe deles. temos atividades diversificadas, justamente para atender a maior parte das preferências da sociedade. Então certamente algo irá interessar para vocês. Já lançamos a Editora Nacional e o PasCinema. Em breve estarão sendo lançados o primeiro livro comunitário de Pasárgada, novas rádios, cursos na UniCM e outras atividades vinculadas a estes projetos. Não podemos esquecer da inciativa brilhante de Bruno Cava de estruturar as Wikis micronacionais, em diversos idiomas, para que a nossa nação possa ser conhecida, entendida e jamais esquecida. O MEC realmente está atento aos trabalhos de Cava e muito feliz com a evolução dos seus trabalhos.

TRIBUNA POPULAR: Obrigado, mas me diga, que editora é essa? Quem está trabalhando e qual o projeto?

RAFAEL CRUZ: A Editora está sendo capitaneada pela simpática e comprometida Andreza Aparecida Streitenberger. Inicialmente nosso foco está em centralizar o registro de todas as obras literárias de Pasárgada num único lugar e usá-lo pra promovê-las, assim como para incentivar a produção de novas obras micronacionais através de orientações da própria editora. Em paralelo a isso, está sendo levantada a hipótese de se criar um novo braço na editora. Um braço de serviços, onde ela funcionaria também para trabalhos de revisão, editoração etc. Isso numa possível parceria com o banco EcoTrocas e profissionais do ramo. Mas as discussões estão no início ainda.

TRIBUNA POPULAR: Ministro, muito obrigado pela contribuição. Tenho a convicção de que o segundo semestre será consagrado a uma atividade mais produtiva no campo da cultura. Mais do que eventos, é de uma política cultural permanente que Pasárgada precisa. Abro para as suas considerações finais.

RAFAEL CRUZ: Eu é agradeço pela

oportunidadede falar sobre os projetos culturais que planejamos para Pasárgada. A ideia é justamente essa: Projetos de longo prazo. Quando fiz o planejamento, tomei este cuidado de pensar numa estrutura que se estenda após a minha saída do cargo de ministro. Pra finalizar, gostaria de agradecer algumas pessoas que tem me ajudado a pensar nos caminhos a trilhar nesta jornada: Primeiro-Ministro José Borrás, por sua seriedade, compromisso e sentatez com Pasárgada e seus cidadãos. Tem me orientado bastante.  Yuri Ghenov, pelas suas orientações. Sempre bastante diplomático e respeitoso. Ministro da Infra-Estrutura Daniel Bojczuk, por sua sempre solicitude e eficácia nos pedidos do MEC.  À Coordenadora Andreza, pela sua simpatia e paciência comigo. Sempre muito competente e comprometida. Secretário-geral Anderson Paiva, pela sua experiência, ótimas ideias e intensa participação em projetos culturais. Senescal de Cenit Fábio Rascoski pela experiênca e sempre boa vontade nos tratos com o MEC. Reitor McMillian Hunt, que pra mim é um sujeito único, dotado de sabedoria, inteligência e um inestimável conhecimento cultural. Suas trocas de ideias com o MEC são essenciais para o meu crescimento como cidadão micronacional. Orador Bruno Cava, que cada vez se mostra ser o melhor orador de Cenit de todos os tempos. Suas contribuições ao MEC são incontáveis e de inestimável valor.

Realizada por MSN das 13 às 14:15 de sábado, 8 de agosto de 2009. Publicada na íntegra.

Publicado em EntrevistasMensagens (1)

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