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ARTEsparta e TIA embelezam micronação


As virtudes morais, o intelecto, os dons do espírito podem levar-nos longe… Exige-se apenas uma férrea disciplina, altas doses de talento e muita sorte. Mas a beleza, ela basta-se a si mesma para entrar e para sair, é a cúmplice ideal para qualquer aventura. Ser feio é ter-se traído. O engenho diverte e até deslumbra, mas não excita. A beleza é moeda forte em qualquer parte do mundo e é imune a crises financeiras. Ser belo é aceitar-se para Deus. Em suma, o feio está fodido neste mundo Marlboro.”

O parágrafo é do bad boy da literatura contemporânea colombiana, Efraim Medina Reyes, e carrega consigo uma verdade desagradável e politicamente incorreta, mas ainda assim (e sobretudo), uma verdade.

Em Pasárgada, dois estetas têm conferido às “virtudes morais, intelecto e dons de espírito” da Comunidade Livre o brilho insubstituível da beleza. Rodrigo Mariano, da Artesparta, e Renan Halphen, da TIA, ambos os ativos cidadãos pasárgados vêm produzindo obras primas em matéria de publicidade, simbologia e heráldica.

Leitores, a seguir, gozem deste passeio imagético pela arte dos dois magos do design:

ARTEsparta

Escudo Esparta

Escudo Esparta

Rainha Kehsia

Rainha Kehsia

Selo Chancelaria

Selo Chancelaria

Rei Mariano

Rei Mariano

Selo Governo

Selo Governo

Selo Parlamento

Selo Parlamento

TIA Tecnologia

TIA

Selo SDP

Selo SDP

Logo SDP Alternativo

Logo SDP Alternativo

Campanha SDP

Campanha SDP

Sloborskaia_Marketing_Logo_2009

Campanha Sloborskaia

Campanha Juliana

Campanha Juliana

Logo SDP

Logo SDP

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PO Siqueira em rota de colisão


cyrankasiqueira

O Primeiro-Orador de Pasárgada, José Paulo de Siqueira Guida, tradicional dirigente da Coração Pasárgado, entrou em rota de colisão contra a Chancelaria Comunitária e também membros de sua Casa.

O presidente parlamentar encabeça campanha que visa a exigir que todos os tratados assinados pela Comunidade Livre sejam submetidos ao crivo do parlamento e somente sejam ratificados após a aprovação por maioria dos oradores. O PO baseia-se nos arts. 14 e 20 da Constituição, que conferem ao parlamento a prerrogativa de aprovar tratados. Partidário da proposta é o ministro da economia, Yuri Ghenov, que se recusa a publicar tratados no Diário Oficial Comunitário (DOC) sem a chancela parlamentar.

O início da polêmica deu-se com o anúncio da assinatura de vários tratados na hispanofonia e na anglofonia. Graças à grande atividade das vice-chancelarias hispanófona (Igor Franco Ravasco e Fábio Racoski) e anglófona (Bruno Cava, Ygor Lazaro e Daniel Bocjzuk), no último mês Pasárgada estreitou laços com Gnostopia, Titania, Reino de Buenos Aires, Finismund, Apiya, St.Charlie, Lavalon e SPQR. Todavia, os tratados não foram publicados no DOC, motivo que levou a Chancelaria a fazê-lo por si própria na Lista Comunitária.

O PO pediu um posicionamento oficial ao Chanceler, mas este tem se esquivado de polemizar com o usualmente ácido Siqueira. Tampouco encaminhou qualquer um dos tratados à casa de soberania popular. Então, Siqueira mudou a tática, propondo uma moção que lhe autorize a impetrar o remédio constitucional chamado “ação de inconstitucionalidade”. Uma ação de inconstitucionalidade tem por objetivo desconstituir uma norma em vigor, quando ela afronta a norma maior, que é a carta magna de um país. Segundo Siqueira, por não receberem aval do Parlamento, todos os tratados devem ser declarados inconstitucionais, até que o chanceler conforme-se em apresentá-los em plenário, para a avaliação dos oradores.

O próprio Primeiro-Ministro José Luiz Borrás manifestou-se contrário à moção, declarando que “para haver a necessidade de ratificação por esta Casa, haveria de ter COMPROMISSOS tais como tranferência de tecnologia ou conhecimentos, ou ainda, compromissos envolvendo liberação de acesso irrestrito a listas ou política de apoio em orgãos inter-micronacionais” (fonte).

No entanto, quem assumiu a defesa da Chancelaria foi Bruno Cava, orador e também vice-chanceler para a anglofonia, “núcleo-duro” da gestão de André Cyranka. Segundo Cava, face ao princípio da unidade, nenhum artigo constitucional deve ser analisado isoladamente, pois a Constituição compõe-se de um todo harmônico em que os dispositivos devem ser interpretados conjuntamente e sem hierarquia entre eles. Assim, seria preciso atentar para o art. 20 da Constituição, que elenca expressamente os casos em que a aprovação parlamentar é indispensável. São eles: tratados de aliança, que impliquem teor legal ao obrigar cidadãos e aqueles “estritamente políticos“. Como a Constituição fala em “estritamente” — e não meramente políticos, porque aí seriam todos, já que todos são atos da política externa — tratar-se-ia de tratados especiais, de predominante ou mesmo exclusivo conteúdo político, envolvendo alianças, ententes, blocos.

Os tratados em questão, por outro lado, são (singelos) acordos de reconhecimento e declaração de intenções, sem conteúdo de aliança de segurança ou formação de blocos coesos. No passado, Pasárgada subscreveu cerca de meia centena de documentos similares, sem a aprovação parlamentar, precisamente sob o manto do art. 20 da carta.

O PO, muito descontente com a evolução do assunto, encaminhou mensagem ao plenário e à Praça Pública reclamando da omissão dos demais pares e de supostos interesses eleitoreiros da chancelaria. Praticamente foi de encontro, também, de modo cáustico, ao orador de Cenit e ao premiê — ambos os políticos de sua própria Casa e antigos correligionários. Em outros períodos históricos, numa determinação que poderia ser interpretada por irascibilidade, Siqueira também confrontou aliados para firmar as suas posições, mas cujo final na ocasião fora a sua insustentabilidade política e conseqüente queda. A política, afinal, faz-se também com a mobilização dos cidadãos

O Jornal Tribuna Popular torce para que a polêmica ao redor da constitucionalidade dos tratados chegue à esfera do tribunal constitucional de Pasárgada, isto é, o Conselho de Togados. Não há alternativa política à esta solução, haja vista que, pelo menos dois pasárgados de destaque, simplesmente não acatam o atual (e historicamente costumeiro) modus operandi da Chancelaria Comunitária.

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Um ano de Esparta


esparta

Em 6 de agosto de 2008, Rodrigo Mariano, Henrique “Falange” Diógenes e Bianka deram início a mais um projeto micronacional na Lusofonia. Foi anunciada a Diarquia Democrática de Esparta. Em um primeiro momento, era plausível acreditar que se trata de _ainda_ mais uma tentativa de emplacar uma micronação. Em um cenário de dispersão das energias e esfriamento geral do movimento micronacional, por várias razões, a maioria poderia acreditar que, inevitavelmente, Esparta estaria fadada ao (usual) fracasso. O obituário micronacional é vasto.

Brasão Oficial

Brasão Oficial

Nada mais distante da realidade. Esparta atravessou o teste do primeiro ano (o primeiro de muitos). A proposta inicial, modelista, trata-se de incorporar os valores da antiga pólis de Esparta, da Antigüidade Helênica, sob um prisma da defesa da democracia e da virtude combativa. Embalado pelo sucesso do thriller “300″, o projeto adotou a inovação do Ning e afiliou-se ao Socioculturalismo protagonizado pelos micropatriólogos Carlos Goes e Filipe Sales.

O lance de mestre do rei Rodrigo Mariano foi a adesão à Comunidade Livre de Pasárgada, reunindo energias e filiando-se a uma proposta tradicional e de primeira grandeza do movimento micronacional. Acolhida como quinto cantão, ao lado de Cenit, Sloborskaia, Icária e Efaté, Esparta desenvolveu-se de modo estável, ainda que paulatino.

Estruturada, Esparta conseguiu atrair micronacionalistas de qualidade, como Douglas Silva, o veterano Daniel Bojczuk, a carismática (e sobretudo bela) Kehsia Lorhana, o jornalista Leonardo Gomes e o próprio Sales, que se uniu ao empreendimento este ano.

Votante na OML

Votante na OML

A integração foi absoluta. Bojczuk e Falange são dirigentes da Coração Pasárgado, Oradores e membros eminentes do Governo “Pulsando por Pasárgada” / José Luiz Borrás. Kehsia é a porta-voz comunitária. Gomes ficou famoso por sua atualização diligente da Agência Espartana de Notícias, a AGESNO (também em WordPress!)— que o Tribuna Popular promove e recomenda.

Membro do ITM

Membro do ITM

A micronação uniu-se ao Principado de Efaté para fundar o Instituto de Tradições Monárquicas. Ademais, reafirmando o caráter também monárquico da Comunidade Livre, a Diarquia foi admitida, novamente de braços dados com Efaté, junto à Organização das Micromonarquias Lusófonas (OML), como pleno membro votante.

Por fim, no primeiro aniversário, o Rei Mariano anunciou o novíssimo visual do site oficial da Diarquia, com seus típicos templos e ordens militares. Um trabalho de qualidade, esteticamente apurado, de fazer inveja a muitos projetos do mundico. Para fechar com chave de ouro, “Sparta” também ganhou a sua própria página nas wikis anglófona (MicroWiki) e européia (MNeu), com direito a aparecer na ‘List of Micronations‘.

Fica o mistério: e o segundo rei (ou rainha), quem será?

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SDP: o futuro de Pasárgada?


200px-PasturnA Virada Pasárgada foi uma ruptura paradigmática realizada pela Comunidade Livre de Pasárgada, de agosto de 2001 em diante, no modelo tradicional do setor lusófono. Esse movimento de vanguarda aconteceu em múltiplos campos simultaneamente: micropatriologia, política, diplomacia, construção de sites, valores estéticos e na ética individual.

O começo do século XXI é descrito no micronacionalismo como um momento excepcionalmente fértil e convulsivo. A proliferação de diferentes e inovadoras propostas impactou as escolas românticas de velhos caciques. Muitos micronacionalistas desse tempo de ebulição compartilharam uma atitude de confrontamento com os cânones e, ao mesmo tempo, cada qual buscava viabilizar-se como a nova norma para o século.

O anseio por renovação finalmente abraçou um novo e tenaz projeto, a Comunidade Livre de Pasárgada que, fundada por oito veteranos de Reunião em poucos meses tornou-se o Bicho-Papão da Lusofonia — e além, reunindo 30, 40 e até 50 cidadãos ativos com dois anos de vida. A subversão revolucionou profundamente as visões micronacionais deste setor: sem factóides, sem referências macroterritoriais, sem personagens fictícios, nenhuma atitude de escapismo, de desengajamento existencial. A micronação doravante considerada a vida real às últimas conseqüências: um ambiente concreto de interação humana, parte indissociável da biografia de cada micronacionalista e orientado venturosamente a novas formas de soberania global, contracultura digital e expressão livre dos desejos sociais.

Foi o nascimento do realismo radical. Só é possível compreender plenamente o significado monumental da Virada Pasárgada se compararmos as micronações antes e depois de sua aparição avassaladora.

A Casa Coração Pasárgado (CorPas), surgida no limiar dessa época de convulsões, incorporou gradualmente os valores do realismo como valores magnos pasárgados, tornando-se a maior vitrine para a sua expansão ideológica e política. Durante muitos anos, nenhuma Casa estruturou-se em termos de plataforma político-ideológica como a CorPas. A Casa Mundo Pasárgado (CMP), a sua maior rival durante dois anos, desempenhou mais a função de contenção dos arroubos da CorPas do que, propriamente, um ideário alternativo de igual dimensão. Sua lógica era na verdade dialética, uma anti-CorPas, e não de afirmação do diferente.

As outras duas Casas de destaque histórico, Aliança Federalista (AFP) e Livre de Pasárgada (CLiP), foram fundamentais para alimentar a atividade nacional e manter viva a chama pasárgada. Porém, nenhuma das duas chegou próximo de formular uma proposta global para o micronacionalismo, ficando aquém inclusive da CMP no campo ideológico. Embora as demais tenham sido inegavelmente indispensáveis para a micronação, somente a CorPas constituiu-se como força histórica de expressão clara e sistemática da cultura pasárgada e lusófona.

Com o esfacelamento da AFP, no primeiro semestre de 2009, em virtude de disputas intestinas e da ausência de cimento ideológico, a CorPas novamente desempenhou a sua vocação ao assumir o volante da Comunidade. O Governo CorPas de José Luiz Borrás, secundado por um time dos sonhos de micronacionalistas, foi a resposta sonora da maior agremiação da micronação ao vazio político legado pela agonia da AFP.

É neste cenário que sete micronacionalistas pasárgados inauguram a décima Casa da Comunidade Livre de Pasárgada, terceira em atividade (além da CorPas e das “sobras” da AFP). Batizada Social Democracia Pasárgada (SDP), a Casa é liderada pelo ex-AFP Renan Halphen, arauto emblemático da Escola Pasárgada de Micronacionalismo. Mas conta também com a experiência comprovada e presença de espírito do atual Chanceler André Cyranka, do co-fundador e veterano Vítor de Bourg, da ecumênica slokíssima Juliana Benedetti e do Bardo Comunitário Fábio Racoski (editor do DOC).

Lançando página em Wordpress de dar inveja a qualquer micronação, a SDP teve um início comparável ao lançamento da CorPas em agosto de 2001. Em seu manifesto, a Casa diagnostica que o mundo micronacional encontra-se estagnado na década de 90. Que as micronações não souberam absorver a web 2.0. Que tampouco demonstram consciência de sua vitalidade e singularidade como experiência da vida de cada um e da vida coletiva do movimento, articulado que é ao micronacionalismo global.

Com efeito, a SDP pretende-se uma Casa sintonizada às novas gerações de internautas que, exatamente, constituem as novas safras de micronacionalistas. Com pertinência, aponta que sempre os mesmos dinossauros continuam pontuando a prática micronacional, com o mais do mesmo em termos de modelos e paradigmas, engessados do passado. E isto está matando o mundico.

De fato, a Lusofonia constituiu-se ao redor do modelismo de Reunião e Porto Claro e depois contou com a ruptura vibrante de Pasárgada, a tríade de projetos basilares que definem o nosso setor. Todavia, de 2001 para cá, a história do micronacionalismo lusófono tem sido a consolidação do modelo pasárgado em convívio estreito com elementos modelistas mais antigos, bastante arraigados em todos os cantos. Não houve inovações significativas, hoje tão necessárias para articular os desejos micronacionais com os desejos da sociedade contemporânea sempre em mutação.

Mais do que mera oposição partidária, a Social Democracia Pasárgada surge como movimento coerente de idéias e ações. Desde o princípio, apresenta-se claramente com um manifesto contextualizado às necessidades históricas do micronacionalismo. Pasárgada, como liderança histórica do mundico, só tem a ganhar com o frescor e o enriquecimento políticos trazidos por essa audaciosa agremiação.

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